Day 29 - Reescreva um conto de fadas

Once upon a Time.... Em um reino distante, um rei e uma rainha desejavam, acima de tudo no mundo, uma filha. Eles haviam tentado por muitos e muitos anos, mas nada acontecia, a rainha não engravidava. Depois de um grande inverno a rainha engravidou e ao final da mais bela primavera nasceu a princesa. Ela foi chamada de Summer! 
A felicidade tomou conta do reino todo. As pessoas cantavam, dançavam e sorriam. O rei decidiu realizar uma grande festa que durou a semana inteira. Reis e rainhas de outros reinos foram convidados e as fadas de todos os cantos do mundo também. Porém, em meio a festança uma das fadas ficou muito brava com a animação excessiva das pessoas e da falta de atenção de outras. 
Na verdade essa fada nunca foi uma das mais animadas. Ela era Clarice e sua maior felicidade residia no silêncio do mundo. Ela adorava ver a floresta pela manhã e o silêncio da noite, o tempo das pessoas dormirem. Mas nessa semana de festa, pouco se dormiu e muito barulho se fez! 
A irritação de Clarice começou a deixa-la verde de raiva. As outras fadas tentaram fazer com que ela se acalmasse, mas nada adiantou. No quarto dia de festa, o rei chamou a todas as fadas para que elas dessem seus devidos presentes a Summer. Uma fada deu-lhe sabedoria, outra beleza, e outra a voz mais bela, e outra o cabelo mais macio, e outra talentos musicais e assim por diante. 
Por conta de sua inquietação e de sua raiva Clarice foi a penúltima fada a presentear Summer. Aquela altura já pensava que a culpa de toda aquela bagunça e de toda aquela festa era da pequena princesa. Sendo assim, olhou para todos e disse que quando Aurora completasse 16 anos furaria o dedo em uma roca de fiar e que cairia morta. 
Foi um furdúncio só! O rei mandou que Clarice foi expulsa do reino e ela foi embora de muito bom grado. A ultima fada que presentearia Aurora disse que infelizmente não poderia anular o feitiço de outra fada, mas que poderia altera-lo. Assim, Summer não mais morreria ao espetar o dedo em uma roca, ela cairia em um sono profundo juntamente com todo o reino e eles acordariam quando um príncipe corajoso os encontrasse e acordasse a princesa com um beijo de amor. 
15 anos, 11 messes e 30 dias se passaram desde o feitiço de Clarice e Summer era a princesa mais linda, mais talentosa, mais sábia e mais chata que existia em todos os reinos. Não havia quem conseguisse manter uma conversa se quer com ela por mais de dois minutos. Por mais educada que a princesa fosse, ela não conseguia ter uma conversa com uma temática que conquistasse as pessoas. Sendo assim, ela mantinha-se a passear pelo palácio e a ler mais e mais livros. 
Um dia, andando pelo palácio ela encontrou uma sala que nunca havia entrado antes e lá dentro havia um maquinário que ela só tinha visto em livros até então. Ao andar em direção a roca, Summer parecia maravilhada por ter encontrado tal artefato. Nos livros contavam que tal maquina havia sido proibida em todo o reino há vários anos atrás. Admirada com tudo, Summer sentou-se começou a mexer em toda a roca. De repente, eis que ela fura o dedo e cai para trás, adormecida. 
50 anos se passa e um príncipe caminhava pela floresta. E vislumbrou a entrada de um reino. O príncipe  Paulo, conhecia a história de um reino que permanecia adormecido graças a um feitiço que foi rogado contra sua princesa. Diziam que a princesa adormecida era a mais linda que o mundo já vira e que apenas um príncipe poderia acorda-la com o beijo do amor. 
"Pois bem", disse Paulo, "vou acorda-la e seremos felizes para sempre"
"NÃO!" 
"Alto lá, quem disse isso?" 
"Eu disse" 
Eis que ninguém mais e ninguém menos do que a Fada Clarice apareceu em frente a Paulo. Ela contou para ele toda a sua história e disse-lhe o quão triste e era naqueles dias em que a princesa permanecia adormecida. Clarice era feliz pois o reino e a floresta estavam em paz, em silêncio. Mas se sentia triste pois nenhuma das outras fadas lhe faziam companhia. Depois do feitiço, todas as fadas decidiram que Clarice não era mais digna de ser chamada fada e que por isso ela deveria viver sozinha na floresta. Clarice chorou e Paulo consolou. 
Ele não disse nada, mas ele nunca havia visto alguém tão belo quanto Clarice. E mal sabia ela o quanto ele preferia o silêncio. Na verdade essa era a razão de sua viagem pela floresta. Clarice era bela, esguia e sincera, qualidades que Paulo nunca havia visto em outras princesas durante toda sua vida. Aliais, isso era mais uma razão para ficar longe de casa: seus pais não paravam de perturbá-lo para que ele encontrasse uma noiva. 
"Sendo assim", disse Paulo, "não mais acordarei tal princesa, acho que já encontrei o amor de minha vida. Clarice? Você deseja ir para meu reino comigo? Deseja casar-se comigo e viver em paz para o todo sempre?"
Clarice assustou-se com o pedido e percebeu nos olhos de Paulo uma certa faísca que ela nunca havia visto antes em alguém. Algo em seu coração se aqueceu e ela viu o quão belo Paulo era. Ela percebeu que na verdade o que ela sempre quis foi alguém que a olhasse daquela maneira. Ela lhe deu as mãos e deixou-se levar. Eles casaram e fizeram uma festa de apenas um dia, pois não queriam tanto barulho. Viajaram juntos, viram o mundo e quase todas as florestas que exitem nele. Foram felizes e calmos, viveram em paz até o fim dos tempos. 
Quanto a Summer? Ah, um certo príncipe Felipe apareceu por aquela floresta e lhe acordou com o beijo do amor. Dizem hoje que Summer consegue manter uma conversa maior com as pessoas e que ela não é mais tão chata assim. 

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