Nós somos...

Nós somos...
Duas pessoas diferentes e iguais ao mesmo tempo. Sonhadoras, leitoras e escritoras, cantoras, dançarinas, viciadas em filmes e risadas.
Tecnologia do Blogger.
sexta-feira, 11 de abril de 2014
Quem me conhece, sabe que tenho uma paixão (nada secreta) sobre todas as formas de registro de momentos e informações. E uma das maneiras que mais gosto, é o registrar em vídeos. Todos os tipos de vídeos me apetecem, daqueles bregas cantando com sua melhor amiga, até os filmes vencedores do Oscar.
Considero o cinema, e as capturas audiovisuais uma forma doce de registrar pedacinhos da vida.


E nessa semana, vi vários curtas maravilhosos, daqueles que quando você termina de ver, acredita num mundo melhor e nas pessoas - e sim, eu sei que ter fé na humanidade é um desafio diário, e complicado pra muitas pessoas (eu). E, como sou doce, como esses curtas, vou compartilhar alguns com vocês! O primeiro, é uma indicação do Jo, e não poderia me sentir mais grata por ter tido a chance de ver algo tão profundamente doce.

Porém, como eu sei que você gostou e quer ver mais, vou compartilhar esse aqui também, que é apenas uma pequena lição de vida em poucos minutos, afinal, todos já passamos por isso.. 



E agora, como não poderia deixar de ser, afinal de contas, uma sessão de curtas contando o dia-a-dia do nosso querido cupido - que trabalha muito, já que 


Esse foi o primeiro vídeo que vi desses produtores, e foi por conta dele que eu resolvi sair procurando mais e mais curtas sobre o tema. Já aviso que se você tiver o coração endurecido - ELE AMOLECERÁ. 


E agora, a coleção maravilhosa de cupidos que separei pra vocês! 




E um último aqui, só pra terminar bonito. 
Eu não sei vocês, mas a minha sexta tá muito mais doce agora! E se você tiver alguns curtas lindos para indicar, pode contar logo embaixo nos comentários, ou dar um alô bem aqui, que ficarei bem feliz.
Beijos de luz nesses corações agora amolecidos <3





domingo, 6 de abril de 2014
Hello pessoinhas! 

Então, como vocês puderam notar o blog está de cara nova (yay). Mudamos algumas coisinhas no template, mas o conteúdo é o mesmo. É bem provavel que em breve mudemos mais algumas coisas porque estamos mais acostumadas com o sistema do tumblr que é muito mais simples de lidar do que com o blogspot. Na verdade estamos pensando seriamente em mudar de host por conta dessas modificaçõezinhas que o blogger não nos permite fazer. Mas isso é para depois. 
E aí?! O que acharam do template novo?! 

Beijos 
sábado, 29 de março de 2014
Não, esse não é mais um texto pesado de alguma militante do feminismo. Não, eu não sou militante. Aliás, eu sou bastante na minha quando se trata de militar por algo, na verdade. A minha arma mais poderosa, por hora, são as palavras. É com isso que sei lidar.
Mas, não é por não ser militante com alguma causa que devo simplesmente me calar e assistir quando o mundo está passando por uma fase totalmente caótica. Eu realmente não consigo apenas ler ou assistir algo sobre esse assunto e simplesmente continuar existindo normalmente. Eu não aguento mais. E sei que muitos estão comigo.
O assunto tem sido falado abertamente durante toda essa semana. As mulheres, os estupros, abusos e a culpa. Jornais, programas de TV e até em rodas de conversa dentro da lanchonete. Fui incomodada por todos os meios, e sinto que agora é o momento de dar a minha opinião sobre isso. Publiquei algo esses dias, onde sintetizava bem meus argumentos. Hoje, não usarei sínteses. Hoje, irei apenas discorrer sobre.
Primeiramente, fui educada num sistema bastante antigo. Meus pais já possuem idade avançada, e sempre ouvi coisas do tipo "não brinque com os meninos", "não corra", "não brinque dessas coisas de polícia e ladrão", "use roupas de menina decente". Meu pai é um rei dessas frases, e ainda hoje, quando visto alguma roupa na casa dele, ouço a velha frase "coloca uma roupa, vai sair pelada?", como se eu realmente estivesse saindo sem roupa. O machismo começa em casa. E com certeza não pára por aí. Se eu não tivesse uma mãe totalmente engajada na causa das mulheres, hoje eu seria uma das jovens que tem vergonha de vestir um shorts, uma blusinha mais aberta... Minha mãe sempre me disse "roupa não mostra caráter de ninguém", e eu acredito fielmente nisso. Ninguém é bom o suficiente para julgar o outro pelas roupas que veste. Eu, que sempre recebi chamadas do meu pai por conta de comprimento de roupas e etc, demorei muito para vestir algo que me fizesse bem. Sempre de camiseta e calça jeans, achava que assim estaria à salvo das pessoas com mentalidade indecente. Bom, eu nunca estive. E graças à minha mãe, tenho total  liberdade para me vestir. Nunca fui julgada ou censurada por causa da cor ou comprimento de qualquer peça - não por ela. Se qualquer outra pessoa julgar, usarei isso para julgar o caráter da pessoa, simplesmente.
Então, entendendo que ninguém deve julgar a roupa que outra pessoa veste, como é possível alegar que 67% da população desse país tropical acredita que uma roupa com certeza justifica uma agressão física e moral? Como é possível que alguém cogite essa ideia? O fato de usar um short ou uma burca não afeta em nada a ação das pessoas que são mentalmente desorientadas (porque pra mim, não há outra definição para quem estupra alguém).
Sei que é basicamente simples chegar a conclusão de como essa ideia permeou os pensamentos de 67% de brasileiros. Um rápido passar de olhos na história - e no meu caso, dentro de casa- pode ilustrar isso. Não importa quantas lutas, quantos sutiãs queimados, quantos textos e conscientizações sejam mostrados e ensinados na sala de aula: a mulher nunca deixou de ser objeto. Um simples objeto. A parte mais fraca. E como parte mais fraca, sempre irá receber a culpa por qualquer situação.
A situação está agravante, e o mais triste é ver até onde essa ideia chegou. Quando vi essa pesquisa, eu simplesmente preferi acreditar que as pessoas entrevistadas eram mais velhas, tinham uma mentalidade mais fechada, aquela coisa assim "ahh, são de educações antigas, tem outra criação". Sei que não justifica, mas amenizava o meu nojo perante a minha própria sociedade. Porém ontem, saindo da faculdade, me deparei com um grupo de jovens, com os seus 22, 23 anos, e ouvi "ah, mas é culpa dela mesmo. Se não estivesse vestida como uma vadia, não teria sido estuprada". Gente, são pessoas nascidas no mesmo ano que eu. São pessoas que tem grande chance de ter uma mãe que trabalha fora e ainda mantém a casa limpa e a comida feita. Um deles, tinha uma aliança de compromisso no dedo.
Não consigo entender como qualquer pessoa - velhos ou jovens - podem acreditar nessa verdade tão cheia de vazio. A mulher, é uma VÍTIMA. Ela não se veste com a intenção de sair na rua e ser estuprada. Essa nomeação de "vadia" dada a uma mulher que sofreu uma violência dessa só prova como a sociedade é mesquinha. Como a vida pode ser mesquinha. A vítima é a principal culpada por um trauma que cria dores físicas e emocionais, e feridas incuráveis. Até quando?

E apenas para finalizar: como eu disse anteriormente, considero um estuprador uma pessoa mentalmente desorganizada, o que me faz crer que COM CERTEZA ABSOLUTA, ele não faz um julgamento de roupas para assediar alguém. Ele simplesmente ataca. 


domingo, 16 de fevereiro de 2014
Soube do fim de alguns namoros. Umas coisas banais. 
A namorada que traiu, porque cansou das rotinas de casal.
O namorado que não quis mais saber de nada, mudou de cidade e largou tudo pra trás. 
O casal que se ama mas não consegue mais se olhar. 
A namorada que não entende como o namorado não precisa tanto de sexo.
Sexo cara. 


Sexo foi o fim de um relacionamento que ouvi dizer que duraria. Que iria até o fim. Pra que amor? Pra que cumplicidade? 
As pessoas são tão ligadas em conexões corporais que quando se torna “comum”, ou quando o sexo não é constante, é razão pra terminar.
Conexões. 
Elas podem ser maiores que isso. Mas ninguém mais quer conectar a alma. 
Só o corpo.
E aí, como tudo que é carnal: morre. 




(essa sou eu, tentando lidar com as inspirações/revoltas da madrugada. Tô de volta).