Você, eu.

Eu não sei qual o problema com nós. Aliás, nós soa forte, e representa ao mesmo tempo muita coisa e absolutamente nada. Que na verdade, é um ótimo paradoxo do que, de fato, somos. E "somos" tem esse tom de "juntos". Vou dizer eu e você. Não, também não. Esse E é um conectivo que dá a impressão de adição. E infelizmente, não somamos nada.
Ou talvez somemos. E é por isso que me confundo nos meus próprios pensamentos e ideias. E me lembro que os seus pensamentos costumam se perder nos mesmos lugares que os meus. E lembro também que seríamos um ótimo par, se não fossemos nós dois.
É muito estranho, mas quando eu pego sua mão, sinto que a minha se encaixa perfeitamente na sua - um daqueles acasos que unem peças perfeitas de um quebra cabeça. É aquele instante mágico que sei que seríamos invencíveis juntos, nossas mãos se encaixam perfeitamente, mas não conseguimos prosseguir de mãos dadas, só em direções opostas.


Músicas, filmes, livros, histórias e planos. Parece até que somos metades de uma mesma pessoa. Mas essa pessoa não consegue se encontrar e se completar, porque alguma coisa na nossa genética nos mantém afastados, mesmo quando estamos ali, lado a lado. Alguma coisa muito estranha acontece e sinto que nunca seremos protagonistas de qualquer tipo de história fofa, com pessoas perfeitas e casais felizes.
Aliás, não conseguimos sequer conviver. A sua inconstância, minha falta de tempo. Suas desculpas e meu descaso. Como duas pessoas que se entendem tão bem conseguem se comportar como dois perfeitos estranhos?

Acho que as pessoas não nasceram pra ser perfeitas. Nós não nascemos pra ser perfeitos. Nem sozinhos, nem juntos,  no fim das contas.




                                                    

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