quinta-feira, 15 de março de 2012
Dizem que o Brasil só funciona após o carnaval. De fato, é verdade. Minha vida acadêmica só funciona após o bendito carnaval.  Para os que não sabem eu faço Biblioteconomia pela UNESP, para resumir, pretendo ser bibliotecária. Para mim é uma das melhores profissões do mundo, só que não somos devidamente valorizados mas essa é uma questão para outra postagem.
Enfim, é complicado estudar em universidade (principalmente se você se dedica ao que faz). Por um tempo eu me senti mal por não trabalhar enquanto estudo. Muitas pessoas olham para mim e dizem:" você não trabalha?" No inicio isso me incomodava muito, mas depois eu percebi que eu não trabalho como as outras pessoas, mas eu trabalho muito.
Deixe-me explicar melhor: na universidade eu faço parte de um programa do governo federal, através desse programa eu recebo uma ajuda financeira para continuar com os meus estudos. Como a universidade que faço é de graça, essa ajuda é revertida para o meu aluguel, viagens para casa, contas de água, luz... Mas para receber é necessário que eu trabalhe. Então, auxilio em eventos organizados pelo departamento do meu curso,organizo mini-cursos, oficinas, palestras e entre outras atividades. Essa o meu "primeiro emprego". Em segundo lugar eu trabalho como vice-diretora do departamento de qualidade da empresa júnior do meu curso, ou seja, mais um pouquinho de trabalho. E agora eu realizo estágio uma vez por semana.
Não me sinto mais magoada por achar que meus amigos que trabalham e estudam fazem muito mais do que eu. Me dedico a muitas atividades e consigo lidar com todas elas. Isso é muito gratificante e sei que isso, além do mais, sairei daqui com uma ótima formação.  Ano passado eu me envolvi em mais projetos do campus, mas não consegui conciliar tudo e acabei realizando algumas coisas pela metade. Acho terrível fazer muitas coisas pela metade.
Devo dizer que tudo isso é parte do motivo pela qual eu não postei aqui com tanto freqüência como antes. Mas agora meu horário está fixo e essa história vai mudar.


4 comentários:

  1. Seu dilema é meio que por não "trabalhar". O meu é por ter resolvido não emendar a faculdade com o ensino médio. Quis fazer outras coisas que eu não tive oportunidade de fazer antes, descansar, e pensar melhor. Me senti meio seila, mas sabia que era o certo pra mim. E agora, começo a ver que foi mesmo, porque tem um monte de gente que se inscreveu no ProUni e pegou qualquer curso, sem pensar, só pra dizer que faz faculdade, querendo desistir "porque tá insatisfeito com o curso", e nem se sente mal por isso. Claro que entra a pressão familiar também, mas, por incrivel que pareça, a pressão só fez isso com um amigo meu, o restante, foi por impulso mesmo.
    Acho que abrir mão de algumas coisas pra se dedicar a outras é bom, sim. As pessoas fazem muita coisa por impulso, atualmente.

    Desculpe se fugi muito do assunto, hm.

    ;**

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    1. Não fugiu não, acredite, eu encontro muitas pessoas aqui na faculdade que não estão contentes com o que estão fazendo. Eu sou o oposto, amo meu curso e sei que é isso que quero para a minha vida.
      Acho que o meu único problema foi a comparação mesmo, sabe?! Aquela coisa de que "nossa você não trabalha?" (=O)
      Mas já passou.
      Beijinhos

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  2. Minha vida acadêmica funciona até na hora de dormir... Eu faço Engenharia Elétrica na USP e o curso, sendo integral, é bastante corrido. Fica difícil arrumar tempo para fazer outras coisas e isso inclui o trabalho. Não se sinta mal por não trabalhar e pense que no futuro próximo você será remunerada duas vezes: a primeira, por fazer o que gosta e a segunda, financeiramente.

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    1. Oi Mari! Não acredito que você faz engenharia elétrica. Ha! Eu fiz técnico em eletroeletronica enquanto estava no ensino médio e sei um pouquinho (bem pouquinho) sobre o que você estuda! =D

      Aiai, tenho sonhos viu?! Espero mesmo que nós duas possamos ser muito bem recompensadas no futuro. Mas as vezes é meio difícil não pensar que eles fazem coisas a mais e eu não.

      Beijinhos

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